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Bar Da Cachaca

Bar Da Cachaca
Neste artigo
  1. O guia pragático sobre bar de cachaça que ninguém te conta
  2. Como escolher sua cachaça sem parecer leigo
  3. Os tipos que você precisa conhecer
  4. Problema real que eu enfrentei e como resolvi
  5. Dicas práticas que realmente funcionam
  6. Quando evitar um bar de cachaça

O guia pragático sobre bar de cachaça que ninguém te conta

Você entra num bar de cachaça e não faz ideia do que pedir. O cardápio tem vinte tipos diferentes, o garçom te olha com cara de quem já ouviu aquela pergunta mil vezes e o balcão tem uma fileira de garrafas que parecem todas iguais. A maioria das pessoas sai de lá bebendo a primeira coisa que encontram ou repetindo o que o amigo pediu. A verdade é que escolher cachaça em bar não precisa ser complicado, mas exige um mínimo de conhecimento prévio. Vou explicar como funciona na prática, com os erros que eu cometi e os que vejo todo mundo cometendo.

Bar da cachaça: o que esperar

Um bar de cachaça típico no Brasil geralmente trabalha com dois modelos principais. Tem o estabelecimento focado emdegustação, onde o proprietário se preocupa com procedência e envelhecimento, e tem o ponto de bairro onde a cachaça é consumida como bebida do dia a dia, muitas vezes em coquetéis como a caipirinha. Ambos têm seu lugar, mas você precisa saber qual tipo está entrando antes de pedir algo. O erro mais comum é tratar todos os estabelecimentos da mesma forma. Você pede uma cachaça artesanal para provar num lugar que só serve produto industrializado resfriado e sai frustrado achando que cachaça boa não existe. Já aconteceu comigo várias vezes.

Como escolher sua cachaça sem parecer leigo

Antes de pedir, identifique dois pontos no cardápio: a origem e o tempo de envelhecimento. Se o bar não informa nenhuma das duas coisas, provavelmente o produto é genérico. Isso não significa que seja ruim, mas significa que você está pagando preço de cachaça especial por algo que passa por um processo industrial padrão. Cachaça artesanalsemanal custa entre oito e vinte cinco reais por dose em estabelecimentos decentes. Produto industrializado varia de três a oito reais. Se o preço estiver entre esses dois patamares sem nenhuma explicação sobre a origem, desconfie. A maioria dos bares que cobram preço de artesanais sem conseguir dizer de qual engenho veio o produto estão simplesmente reaproveitando estoque antigo.

Un argentino en Brasil: Bar da Cachaça – Diario de Cultura
Un argentino en Brasil: Bar da Cachaça – Diario de Cultura

Os tipos que você precisa conhecer

Existem basicamente três categorias que aparecem em qualquer bar sério. A cachaça branca, também chamada de prata ou de cana, é destilada e engarrafada sem passar por madeira. Tem sabor mais agressivo de cana-de-açúcar e é a base para caipirinha. A cachaça amarela ou envellece em barris de madeira, geralmente ipê, amburana, jacarandá ou carvalho. O tempo de envelhecimento define o caráter: menos de um ano traz notas vegetais fortes, entre dois e cinco anos amacia o produto, e acima de cinco anos o sabor da madeira domina. Existe ainda a cachaça encanecida, que passa por filtragem ativa com carvão ou outros meios para ganhar suavidade sem necessariamente envelhecer em madeira. Esse é um detalhe que poucos baristas conhecem e quase nenhum cliente pergunta. Quando você encontra alguém que sabe explicar a diferença entre envelhecimento passivo em barril e tratamento por encanecimento, está na frente da maioria.

Problema real que eu enfrentei e como resolvi

Numa ocasião em Florianópolis, entrei num bar que anunciava cachaça artesanalsemanal e pedi a primeira opção do cardápio. O produto vinha num copo de vidro comum, sem nenhuma informação na tabela. O sabor era estranho, com um final adocicado que não combinava com nada que eu conhecesse de cachaça genuína. Achei que estava experimentando algo ruim pela primeira vez até perceber que o estabelecimento misturava cachaça artesanalsemanal com mel e água, servindo como "cachaça aromatizada" sem declarar isso no menu. Minha solução foi simples e funciona em qualquer lugar: pedir para ver a garrafa inteira. Se o bar não mostrar a embalagem original ou não souber informar o produtor, não está vendendo o que diz estar vendendo. Nesse caso específico, questione educadamente o que era aquele gosto de mel e o garçom admitiu que adicionavam endro. Pede uma cachaça pura na sequência e.compare diretamente. Foi assim que descobri que minha percepção de cachaça ruim estava errada e não a bebida.

Dicas práticas que realmente funcionam

Peça sempre uma dose pura para testar antes de pedir qualquer coquetel. A cachaça usada em caipirinha muitas vezes é escolhida especificamente para tolerar limão e açúcar, o que significa que o sabor original pode ser bem diferente do que você prova pura. Isso vale tanto paraBars de bairro quanto para casas especializadas. A temperatura importa mais do que as pessoas imaginam. Cachaça branca artesanal deve ser servida entre oito e doze graus Celsius. Acima disso perde aroma. Abaixo disso entorpece a língua e você não sente nada. Se o bar servir gelada demais, peça para descansar cinco minutos antes de beber. É um detalhe que muda completamente a experiência. Coma algo antes ou enquanto bebe. Cachaça é bebidaspirituosa com teor variando de trinta e oito a quarenta e oito graus. Sem comida no estômago, os efeitos chegam rápido e de forma desproporcional ao que você esperava. Um petisco simples de torresmo ou queijo coalho faz diferença enorme na absorção.

Conheça o Bar da Cachaça, da música 'Chico', que Luísa Sonza fez para o ...
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Quando evitar um bar de cachaça

Se o estabelecimento não tiver ventilationadecente, fuja. Cachaça solta aromas fortes e em espaço fechado com muitas pessoas, o cheiro fica insuportável em vinte minutos e isso compromete qualquer experiência de degustação. Já fiquei em lugares onde o ar estava tão saturado que minhas papilas gustativas simplesmente desligaram. Não vale a pena insistir. Também evitehorários de pico em bairros residenciais se seu objetivo é provar algo específico. O bar fica tão cheio de gente pedindo caipirinha que o atendente não tem tempo para explicar nada. Cachaça de qualidade exige atenção do barman, e quando ele está correndo o tempo todo, a qualidade do serviço cai junto. Se o cardápio tiver mais de quinze opções sem nenhuma indicação de origem, preço por categoria ou recomendação do proprietário, provavelmente o pessoal ali nem sabe o que está servindo. Isso acontece com frequência em cidades pequenas onde o dono importa o produto de um distribuidor genérico e coloca etiquetas feitas no computador. Funciona para consumo casual, mas não espere consistência.

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