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O Que É Regencia Nominal

O Que É Regencia Nominal
Neste artigo
  1. O que acontece quando o nome pede complemento
  2. Os três grupos que você precisa saber diferenciar
  3. Pegadas comuns que eu vejo todo dia
  4. Como eu resolvo quando não tenho certeza
  5. O que a regência nominal não faz por você
  6. Resumo pratico para usar amanhã

O que acontece quando o nome pede complemento

Regência nominal é a relação que se estabelece entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e seu complemento, geralmente introduzido por preposição. A confusão nasce porque muita gente acha que segue as mesmas regras da regência verbal, mas não segue. O verbo assistir pede a, então você tende a achar que o adjetivo atento também pede a. Não pede. Pede em. Essa diferença é exatamente o que torna o tema chato de dominar. Na prática, você consulta o dicionário ou uma boa gramática. Não existe fórmula mágica. Cada nome tem sua preposição fixa, e ela nem sempre obedece à lógica semântica que você espera. Eu cheguei a construir uma frase que soava correta para mim usando acessível a quando o correto era acessível a — nesse caso até acertei, mas outras vezes o erro foi mais silencioso, como usar contrário de no lugar de contrário a em um documento formal. A solução que eu adotei foi montar uma planilha com os três grupos principais: substantivos, adjetivos e advérbios. Para cada termo, anotar a preposição exigida e um exemplo mínimo. Quando escrevo algo que vai ser lido por alguém que presta atenção nessas coisas, leio a frase e verifico se o nome está conectado ao complemento pela preposição certa. Se não tiver certeza, substituo o termo por um sinônimo mais comum e vejo se a regência permanece.

Os três grupos que você precisa saber diferenciar

Os nomes se dividem em substantivos, adjetivos e advérbios. Cada grupo tem seus armadilhos habituais, mas a regra geral é a mesma: a preposição é parte da regência do termo, não uma escolha estilística. Substantivos abstratos são onde a maioria dos erros aparece. Amor a, respeito a, preferência por, medo de, obediência a. Eu vi relatório técnico usar cooperação com quando o contexto pedia cooperação entre, e a diferença muda quem é o agente da ação. Não é coisa de revisior maníaco; é diferença de sentido. Adjetivos têm regência tão teimosa quanto substantivos. Imparcial em relação a, favorável a, oposto a, equivalente a, similar a. O adjetivo responsável varia conforme o sentido: responsável por quando indica obrigação, responsável (sem preposição) quando indica cargo. Esse detalhe passa despercebido e gera frase que parece certa mas não é.

Advérbios são os mais negligenciados. Longe de, perto de, junto a/com, onde como advérbio de lugar não pede preposição, mas aonde pede a porque indica movimento. Eu já corrigi texto em que gradativamente estava ligado a um complemento com de quando o correto era liga-lo diretamente, sem preposição, porque o advérbio não rege complemento nominal nesse uso. A regência verbal regula a ligação entre verbo e termo, enquanto a nominal regula a ligação entre nome e termo. O verbo gostar pede de, mas o substantivo gosto pede por. O verbo obedecer pede a, e o substantivo obediência também pede a — nesse caso, coincide. A coincidência é o que engana. Quando há divergência, a frase soa errada para quem tem ouvido treinado, mesmo que ninguém consiga explicar o porquê na hora. Um jeito prático de testar é transformar a frase em seu derivado nominal e verificar se a preposição mantém o mesmo valor. Se a preposição mudar e o sentido se alterar, você provavelmente está diante de uma regência nomina específica, não de um vício de linguagem aleatório.

O Que é Regencia Nominal E Verbal - GITEDU
O Que é Regencia Nominal E Verbal - GITEDU

Pegadas comuns que eu vejo todo dia

Existem armadilhas que se repetem com frequência. Vou listar as que mais aparecem em documentos que reviso. Contrario a vs. contrário de. A norma culta exige contrário a quando se opõe a um princípio ou norma, e contrário de quando se opõe a um fato concreto. Uso indevido aqui cria ambiguidade. Acessível a vs. acessível de. Quase sempre é acessível a. Acessível de só ocorre em construções archaicantes ou regionais que não devem aparecer em texto técnico moderno.

Medo de vs. medo a. É medo de. Medo a é erro comum em calques de estruturas verbais como temer a, mas o nome não herda a preposição do verbo equivalente. Próximo a vs. próximo de. Para distância física, próximo a é mais aceito na norma padrão. Para tempo ou situação abstrata, próximo de soa mais natural. A escolha altera o tom, não apenas a gramática.

Como eu resolvo quando não tenho certeza

Eu consulto corpus e dicionários específicos. O Houaiss e o michaelis mostram regência quando disponível. Corpus como o CPDOC e o Corpus do Português ajudam a ver o uso real em textos formais. Se o termo tiver regência fixa registrada, uso ela. Se não tiver, prefiro reformular a frase para evitar o ponto fraco. Um exemplo meu: em um manual interno, precisei usar alheio a vs. alheio de. A regência correta é alheio a. Eu tinha escrito alheio de por analogia com ignorado de, o que não é válido. Corrigi e passei a verificar esse par sempre que aparecesse em revisão.

Regência Nominal | Regência Verbal e Nominal — Celso Pedro Luft – LZJQL
Regência Nominal | Regência Verbal e Nominal — Celso Pedro Luft – LZJQL

O que a regência nominal não faz por você

Ela não substitui clareza. Às vezes, a preposição certa existe, mas a frase fica pesada. Nesses casos, reescrever é mais eficiente do que insistir em manter um termo ambíguo. Eu já vi pessoas manterem propenso a em vez de usar que tende a porque a regra estava na ponta da língua, mas a segunda opção é mais direta em contextos técnicos. Também não resolve problemas de coerência discourse. Você pode usar todas as preposições corretamente e ainda assim produzir um texto confuso se os referentes não estiverem claros. Regência é ferramenta, não solução mágica.

Resumo pratico para usar amanhã

Identifique o nome que rege o complemento. Consulte uma fonte confiável para a preposição exigida. Teste a frase substituindo por um sinônimo e veja se a regência se mantém. Se houver dúvida, reformule. Anote os termos que você usa com frequência em sua área e verifique a regência deles de vez em quando. Isso corta o tempo de revisão de textos formais em cerca de trinta por cento, porque a maioria dos erros de regência nominal aparece justamente em palavras que o autor conhece de ouvido, não de estudo. O ganho não é enorme, mas é constante.

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